Quer mais lucros? Ajude os seus fornecedores a venderem mais!

Já alguma vez sugeriu a um fornecedor que poderia comprar mais, caso fosse possivel estabelecer algum tipo de troca comercial?

Se ainda não o fez, considere esta opção pois em conjunto com a RedeBarter podemos a ajudar o seu fornecedor a vender mais, e as compras adicionais que fizer ao seu fornecedor poderão ser pagas com créditos de permuta, reduzindo a pressão sobre os seus recursos financeiros.

Ajude 4 ou 5 fornecedores a venderem mais e faça deste o seu melhor ano!

O seu negócio precisa dos melhores fornecedores

É optimo ter fornecedores estáveis e de confiança – mas não pode haver lugar a complacências. Porque não optar por uma estratégia “tudo em cima da mesa” este ano no que diz respeito a fornecimentos?

Reveja a relação com os seus fornecedores, os preços, os procedimentos, e procure as melhores contrapartidas em cada situação. Não se fique pelo “sempre se trabalhou assim!”

Veja o que pode fazer para clarificar os seus requisitos, e que produtos ou serviços realmente necessita.

O que pode o seu fornecedor fazer para baixar os preços e melhorar a entrega? O seu fornecedor está disponível para implementar algum tipo de troca comercial?

Este tipo de avaliação é rápida de implementar mas no médio-longo prazo os benefícios para a sua empresa serão muito interessantes!

O nosso contributo na solução para o desemprego

O desemprego é, quanto a nós, a causa de base dos grandes problemas sociais de hoje, como a fome, o terrorismo, a guerra, o crime, as doenças.

Uma redução relevante do desemprego terá certamente como resultado a resolução de muitos problemas sociais pois as pessoas empregadas tomam conta de si próprias, têm mais respeito pela sociedade, resultando numa melhor educação cívica; contribuem para o “sistema” ao invés de se alienarem dele.

A grande questão é: como começar a resolver o problema trágico do desemprego.

Cremos que, a criação de um sistema de capitais paralelo, com o objectivo de capitalizar as empresas, a nível mundial, faz parte da resposta.

Um dos objectivos principais, senão o principal, dos negócios, na sociedade, é providenciar emprego para as pessoas. Para o conseguir, os negócios precisam de capital. Muito capital. Nesta altura de crise a economia mundial não tem “dinheiro” suficiente para capitalizar as empresas.

Não existe moeda suficiente disponível na economia mundial que permita as empresas expandirem-se e criar os tão cruciais postos de trabalho.

O que podemos fazer?

Nos últimos 40 anos, as empresas actuantes no comércio recíproco, tanto ao nível do retalho, como “corporate”, criaram um sistema que monetiza os excedentes….um activo não reconhecido muitas vezes como tal, históricamente desprezado, e transformou-o numa ferramenta de capitalização dos negócios.

O que são estes excedentes?

Resumidamente, são todos os produtos e serviços disponíveis mas não comercializados. Por exemplo:

- Mesas vazias nos restaurantes
- Quartos de hotel vazios
- Espaços publicitários não vendidos
- Lugares vazios nos aviões
- Horas não facturadas pelos prestadores de serviços

Não existe um negócio, uma empresa, que não tenha excedentes. Estima-se que no mundo estes activos estejam na casa dos triliões de Euros.

A Rede de Comércio Recíproco

A tecnologia hoje torna possivel que uma empresa, como a RedeBarter, que actua na rentabilização destes activos possa gerir de forma muito eficaz todas as transacções realizadas pelos seus membros, providenciando assim o tão necessário capital que financia despesas, e em troca cria postos de trabalho.

Dimensão do sector

A nível mundial, mais de 450.000 empresas recorrem a operações no comércio recíproco. Através da ligação a entidades congéneres, a RedeBarter está ligada a mais de 250.000 empresas. Empresas, de todos os sectores, que já se capitalizam através de operações de permuta de excedentes.

Em 2009 estas empresas reportaram mais de 10 biliões de Euros nas receitas anuais, provenientes de, até então, excedentes não produtivos.

Este acréscimo nas receitas está a ser utilizado para capitalizar os negócios e criar emprego.

A maioria das empresas que participam em redes de comércio recíproco são pequenas e médias empresas, embora, mais de 65% das empresas cotadas na bolsa de NY, também incluam este tipo de operações no quotidiano dos seus negócios.

Este “novo” capital é utilizado para comprar e vender serviços não só a nível local, como a nível global pois as redes de comércio recíproco estão hoje espalhadas por todo o globo.

Excedentes de Recursos Humanos

Os recursos humanos são o excedente mais trágico da economia dos nossos dias. Existem milhões e milhões de pessoas pelo mundo fora “sub-aproveitadas” em empregos miseráveis, ou pura e simplesmente desempregadas.

É verdadeiramente trágico, especialmente nos países sub-desenvolvidos onde as taxas de desemprego intervalam entre os 50 e os 70%.

Mesmo nos países desenvolvidos, o desemprego hoje chega a atingir taxas que variam entre os 10 e os 30%.

A rentabilização dos excedentes, como forma de capitalizar os negócios, e providenciar emprego é quanto a nós um passo absolutamente essencial para ultrapassar a crise, e para evitar o desemprego massivo.

Encarar os excedentes como activos, e o desemprego e o emprego precário como um risco, é, quanto a nós, primordial.

Numa altura de crise, como a que vivemos, “desperdiçar” triliões de Euros em activos não é aceitável.

Como começar?

Rentabilizar os excedentes e transformá-los em postos de trabalho, será um bom primeiro passo. A utilização de plataformas, de redes de comércio recíproco, como a RedeBarter, permite “aceder” a estes activos, em tempo-real.

A contínua expansão da monetização dos excedentes de todo o tipo (produtos, serviços, mão-de-obra etc) e a consequente expansão dos negócios, “revitalizados” por este novo capital, irá reduzir o desemprego substancialmente, elevando as condições de vida das pessoas.

Implementar um programa de comércio recíproco nas empresas não irá resolver todos os problemas do mundo, mas certamente permitirá uma redução substancial do desemprego, o que, quanto a nós, é razão mais do que suficiente para continuarmos a trabalhar, e deixarmos o repto a todas as empresas para participarem nesta revolução.

Gary Shilling, Economista, prevê uma Era de desaceleração económica

Gary Shilling, notável economista que previu a queda do mercado imobiliário muito antes de qualquer outra pessoa, é autor de um novo livro The Age Of De-leveraging. Essencialmente, diz Shilling veremos uma década de crescimento lento e deflação. As pessoas estão em “modo de poupança” e, portanto, argumenta ele, grandes compras como carros, casas, etc, vão, continuar, a cair de preço. O excesso de capacidade poderá ser encontrado em todo o lado neste novo “ambiente”.

Porquê a RedeBarter?

Assim que se torna membro da RedeBarter os seus negócios são imediatamente comunicados aos restantes membros, em Portugal e em todo o mundo.

Neste momento, a RedeBarter faz parte de uma rede global com mais de 250.000 membros.

Em pouco tempo empresas de todo o mundo poderão demonstrar interesse em contactar a sua empresa, para celebrar novos negócios, com recurso a trocas comerciais.

Quanto mais negócios realizar, mais “buzz” será gerado em volta da sua empresa. A plataforma de gestão de permutas da RedeBarter regista todas as transacções e envia-lhe extractos mensais relacionados com as operações realizadas.

Propomos-lhe um Mundo de Oportunidades

Terá muitas opções de trocar o que tem a mais, pelo que precisa!
O comércio recíproco é uma ferramenta imbatível para rentabilizar o seu negócio e a RedeBarter quer ajudá-lo a concretizar os seus objectivos.

O comércio recíproco, Donald Trump, e a compra de Manhattan

Admitimos que o título deste post é  “hollywoodesco”, na realidade não se pretende “postar” sobre o famoso empresário Donald Trump, nem da  Ilha de Manhattan, mas sim elencar alguns factos históricos curiosos e números relacionados com o comércio recíproco:

  • Os Holandeses utilizaram o comércio recíproco há cerca de 400 anos para comprar a ilha de Manhattan aos Nativos, trocando-a por, números de hoje, cerca de 800 € de missangas, tecidos etc .
  • Curiosamente, (ou talvez não) nos dias de hoje, o conhecido empresário Donald Trump recorre ao comércio recíproco para construir Manhattan.
  • Mais de 450.000 empresas, só nos Estados Unidos, recorrem ao comércio recíproco, realizando entre si trocas na casa das dezenas de biliões de dólares.
  • Mais de 65% das empresas cotadas na Bolsa de Nova York efectuam permutas de forma regular para rentabilizar os seus negócios.

Use a sua cabeça, não o seu dinheiro!

Pense mais além…O comércio recíproco é mais do que um mero sistema complementar ao sistema financeiro.

Utilize o comércio recíproco para:

Poupar os seus activos financeiros: Utilize os seus bens ou serviços – ao invés do seu dinheiro – para adquirir serviços profissionais diversos, como por exemplo publicidade para o seu negócio.

Aumentar a rentabilidade do seu negócio: Tem o seu armazém a “abarrotar” de excedentes? Troque os seus excedentes pelo seu valor real de mercado, evitando ter de praticar descontos consideráveis. Desocupe espaço nas suas prateleiras para as últimas novidades e utilize os seus créditos de permuta para adquirir serviços de publicidade. Aumente as suas vendas sem prejudicar a liquidez financeira, e sem sacrificar as já diminutas margens.

Rentabilizar os seus activos: uma hora do seu tempo sem actividade é uma hora não facturada, para sempre! Um espaço publicitário não vendido, está perdido para sempre. Troque o seu tempo de inactividade ou “downtime” por bens ou serviços que precisa!

Alavanca para o seu negócio: O comércio recíproco permite-lhe financiar a aquisição dos bens e serviços que necessita, por troca com activos não rentabilizados. A RedeBarter disponibiliza uma plataforma que lhe permite gerir trocas com empresas em todo o mundo. Expanda os seus negócios sem sacrificar a sua tesouraria.

Use a sua cabeça, não o seu dinheiro. O comércio recíproco, provavelmente, faz muito sentido para o seu negócio.

Mas o que é que vocês fazem? – Parte 1

Ouvimos esta pergunta tantas vezes que colocar aqui um post no blog com uma resposta,  parece-nos uma boa opção.

Uma empresa de gestão de operações de comércio recíproco multilateral, como a RedeBarter, tem como função primária criar, organizar e promover o mercado das permutas entre os seus membros. Este mercado tem características muito próprias, sendo a mais evidente, o facto de todas as transacções serem realizadas na forma de trocas, ainda que indirectas, entre os membros.

Os membros deste mercado, trocam os produtos e serviços que têm a mais, pelos produtos e serviços que necessitam. A maioria das transacções decorre desta forma, embora possam existir excepções.

No departamento de operações “corporate” da RedeBarter, também actuamos como traders, comprando excedentes, em nome próprio.

Para uma empresa poder aderir à RedeBarter, terá de respeitar as regras e procedimentos impostos pelo contrato de adesão. Este contrato contém todas as regras e procedimentos que permitem que a RedeBarter possa gerir o marketplace, de forma eficaz, em benefício dos seus membros.

Na organização do marketplace, a função de promover o encontro das necessidades entre as empresas participantes, é uma das mais importantes, senão a mais importante. Cada empresa tem um gestor de conta RedeBarter, o qual promove diligentemente as acções necessárias para que a rentabilização dos excedentes da empresa membro atinja os objectivos esperados.

A outra função de exterma importância para o sucesso da RedeBarter, é a promoção da sua actividade, junto de empresas, a nível mundial.

Hoje, estamos ligados em rede, de forma directa e indirecta, com mais de 250.000 empresas, em praticamente todos os países do globo, fruto de diversos acordos com entidades conjéneres, associações, e acordos bilaterais.

Esta dinâmica permite-nos oferecer uma panóplia literalmente infindável de produtos e serviços aos membros da RedeBarter.

Está contente connosco? E que tal recomendar-nos? :)

Há muitos anos atrás um famoso guru da publicidade, lamentava-se que a sua empresa tinha crescido para uns espantosos 350 colaboradores. Inicialmente considerou tal facto um enorme problema.

Mais tarde lembrou-se que se cada um desses colaboradores estivesse realmente satisfeito por trabalhar na empresa, e se cada um tivesse pelo menos 10 amigos, a empresa teria pelo menos 3500 pessoas a emitirem mensagens positivas.

Essas 3500 pessoas iriam certamente falar bem da empresa em diversos eventos.

O mesmo se aplica ao seu parceiro de trocas comerciais. Se está satisfeito com a RedeBarter, porque não falar aos seus amigos? Quando passa informação aos seus amigos, e estes se tornam clientes, o benefício também é seu! – quanto mais produtos e serviços disponíveis no seu circuito, mais valor obtém nas suas trocas.

E para que o benefício seja ainda maior, porque não aderir ao nosso programa de afiliados? Disponibilizamos-lhe todas as ferramentas necessárias para difundir a mensagem aos contactos que considerar adequados, e por cada empresa que aderir pela sua referência, a sua conta-corrente aumenta!

Recorrer a permutas/trocas comerciais

Para compreender o papel de uma empresa de gestão de permutas como a RedeBarter, no mundo moderno, temos de analisar o papel do comércio recíproco em quatro níveis distintos: na empresa, na comunidade, e nas economias nacionais e internacionais.

O comércio recíproco na empresa

Os empresários recorrem ao comércio recíproco (permutas/trocas comerciais entre empresas) porque conseguem dessa forma financiar a aquisição de produtos e serviços que necessitam, com a venda do seu próprio produto ou serviço.

Quando um empresário adquire algo, com os seus créditos de permuta, ele sabe que tal aquisição será paga por outro membro da rede de comércio recíproco, quando esse membro precisar de adquirir algo do seu portfólio de produtos ou serviços.

Numa situação de pagamento com moeda, o dinheiro gasto pelo empresário para a mesma aquisição, teria de vir das suas vendas actuais, não de “novas vendas”. O empresário não tem nesta situação (quando paga algo com dinheiro), qualquer garantia que este gasto irá converter-se mais tarde num ganho recíproco.

As perspectivas de vendas adicionais de um empresário que participe numa rede de comércio recíproco são maiores pois ele sabe que novos clientes irão aparecer para comprar a outras empresas que estejam presentes no “marketplace”.

As vantagens económicas das permutas baseiam-se no facto que estas trazem novos clientes, e melhoram a liquidez financeira das empresas. As vendas realizadas através de operações entre empresas participantes no comércio recíproco representam um incremento nas vendas globais de uma empresa. São um “suplemento” ao negócio em moeda.

Todas as empresas podem realizar permutas num marketplace de comércio recíproco devidamente organizado, como o que é promovido pela RedeBarter, e retirar os benefícios dessa participação, como novos clientes, melhoria da liquidez financeira, entre outras vantagens. Não podemos no entanto deixar de salientar os enormes benefícios gerados para as empresas com stocks, excedentes, etc.

Financiar a aquisição de produtos e serviços necessários à actividade, com a margem de lucro das vendas adicionais realizadas a novos clientes, ou com a rentabilização de excedentes, é também o método mais barato de financiamento que conhecemos disponível para as empresas.

Essa margem de lucro das vendas adicionais, poderá ser então utilizada para comprar os produtos e serviços que a empresa necessita, junto dos membros da rede de comércio recíproco.

A essa margem é dado o nome de créditos de permuta, que mais não são do que a diferença, positiva, ou negativa, das permutas realizadas na rede de comércio recíproco.

Quando um membro fornece um produto ou serviço a outro membro, fica com a sua conta-corrente positiva, em tantos créditos de permuta (a unidade de conta da RedeBarter) quanto o valor em moeda do produto ou serviço fornecido.

Simultâneamente, o membro adquirente, ficará com a sua conta-corrente negativa, no mesmo valor, devendo assim que lhe for solicitado por qualquer outro membro, compensar esse débito, com o fornecimento dos seus próprios produtos e serviços.

O crédito de permuta representa um direito a receber, ou uma obrigação de pagar, em produtos e serviços disponíveis na RedeBarter.

Esta unidade de conta é mantida pela RedeBarter, que actua como uma terceira parte de confiança, na gestão do marketplace.

O custo de um crédito de permuta é o stock, trabalho, ou qualquer outro custo relacionado com a produção, latu sensu, da facturação de um crédito de permuta na rede. Uma empresa compra com créditos de permuta que custam menos que o ganho auferido das vendas adicionais.

Desde que o ganho adicional exceda o custo incremental, existirá um incentivo económico para fazer essa venda adicional.

Tomemos por exemplo o fornecedor de acessórios para automóveis que faz um bom negócio de publicidade com direct mail. Esse fornecedor de acessórios junta-se à RedeBarter por exemplo e repara que muitas gráficas são também membros. No caso de não existirem outros factores a considerar, a escolha de uma empresa gráfica na rede será a decisão provável pois:

i) não terá de reduzir a sua liquidez financeira, ou seja, não terá de pagar a impressão com recursos financeiros, e,

ii) poderá financiar a despesa com os créditos de permuta auferidos aquando da venda dos seus próprios produtos e serviços a outros membros da rede, a um preço que excede o seu custo incremental.

O comércio recíproco é um método eficaz para o empresário que atingiu um certo nível de vendas a dinheiro mas que ainda tem capacidade para vender mais; ou para aquele que tem stocks, or quaisquer activos não produtivos, ou não rentáveis. Poucos, e certamente sortudos, são aqueles empresários que investiram num negócio e se encontram a operar na sua máxima capacidade, ou melhor dizendo, que operam na sua capacidade óptima (sobre a capacidade produtiva na empresa ver economia da empresa de José Mata).

Para a maioria dos negócios, a capacidade ociosa, não utilizada, ou quaisquer activos não rentabilizados são uma ocorrência quase certa, que pode ter uma consequência interessante: permitir vendas adicionais a um custo incremental relativamente baixo.

Podemos pensar em diversos exemplos como a gráfica com grandes investimentos em maquinaria, mas custos de produção incremental relativamente baixos; o hotel com quartos vazios; o dentista com tempo disponível entre clientes; a rádio ou canal de televisão com “downtime” com espaços publicitários não vendidos.
Estas empresas se não rentabilizarem esta capacidade ociosa estão a facturar menos do que poderiam facturar, e consequentemente a perder quota de mercado e competitividade.

Se estimularmos as vendas destas empresas através das permutas, e de operações de comércio reciproco em geral, certamente que terão um forte incentivo em realizar tais vendas, desde que as mesmas possam pelo menos cobrir os seus custos. O preço a que podem trocar será ou, ou o praticado numa venda normal, ou um preço superior ao praticado numa liquidação de stock. Empresas com grandes custos financeiros de gestão de stock terão um benefício acrescido ao realizarem trocas comerciais.

Naturalmente, impostos sobre o lucro tiram parte da receita adicional gerada pelas trocas comerciais. Contudo, mesmo aquando da aplicação das taxas mais elevadas, uma empresa continua a gerar receita adicional, depois dos impostos.

Os benefícios das trocas comerciais, e do comércio recíproco em geral, para uma empresa, podem ser vistos uma vez comparada a situação da empresa, antes, e depois da implementação de um programa de comércio recíproco na empresa.

Vemos, por regra, que a receita adicional gerada pelas trocas comerciais, gera lucros adicionais; as trocas comerciais conservam recursos financeiros tendo como consequência uma melhoria da liquidez financeira da empresa.

As empresas ganham também uma intangível rede de contactos comerciais, publicidade e parcerias que geram negócio, quer ao nível das vendas tradicionais em moeda, quer em trocas comerciais.

O custo das comissões cobradas pela empresa que gere o marketplace tem de ser incluído no cálculo da rentabilidade acrescida da empresa participante neste mercado obviamente, contudo, por regra, estes custos são reduzidos e de forma alguma consituem um factor desmotivador da implementação de um programa de trocas comerciais.

Na realidade, o maior custo que uma empresa pode ter é a perda de receita por não implementar tal programa. Em muitos casos, as empresas podem até considerar vantajoso pagarem comissões mais elevadas para terem a oportunidade de gerar lucros adicionais através de trocas comerciais.

Na RedeBarter, a comissão de 7,5% na troca, tanto no fornecimento como na aquisição, garantem que este custo não influencia as operações, pelo contrário, pretende o estímulo das mesmas.

O comércio recíproco e a comunidade

As trocas comerciais beneficiariam economicamente uma comunidade mesmo que fossem implementadas entre empresas que tivessem sido simultâneamente fornecedor e cliente, tradicionais, ou seja, com pagamentos em moeda. Não pretendemos dizer que as trocas comerciais devam substituir as vendas em moeda, pelo mesmo valor – nada disso. Não devem.

Mas a realidade é que as vendas em moeda são limitadas pelas receitas financeiras das empresas numa comunidade, resultando no excesso de capacidade de produção em certas empresas.

Estas empresas farão mais negócios entre elas se poderem recorrer a trocas comerciais pois terão a possibilidade de:

i) realizar transacções adicionais reduzindo o excesso de capacidade, gerando novas receitas na forma de créditos de permuta, e,

ii) pagarem o que adquirem por troca, com estes créditos de permuta, cujo custo é apenas o incremento sobre o custo da sua produção.

Estabelecer trocas comerciais numa comunidade resulta em novas oportunidades de negócio para a comunidade. Esta conclusão decorre da existência de activos não rentáveis ou excesso de capacidade de produção na economia financeira, e na possibilidade das empresas facturarem mais, na forma de créditos de permuta.

Este “novo dinheiro” os créditos de permuta é uma nova fonte de rendimento, adicionada ao rendimento financeiro, criando liquidez acrescida e financiando uma melhor capacidade negocial.

O comércio recíproco e a economia, nacional, e internacional.

Ao aumentar a procura de produtos e serviços na economia, as trocas comerciais geram mais emprego e capacidade de compra, através de uma maior taxa de utilização da capacidade instalada e permitindo às empresas difundirem os seus custos gerais sobre uma maior produção, reduzindo os custos médios, e diminuindo pressões no aumento dos preços.

Os livros de economia dizem que quando uma economia opera na sua máxima capacidade, os custos disparam dramaticamente pois os recursos diminuem.

Contudo, é também claro que existe um intervalo entre a reserva de capacidade necessária a evitar tal situação, e a percentagem de capacidade ociosa sobre a qual as empresas podem continuar a expandir-se, sem aumento dos custos. É neste intervalo que as trocas comerciais têm lugar.

Na verdade, a economia moderna não tem uma moeda inteiramente elástica, capaz de expandir com o crescimento da produção, providenciando a liquidez necessária para o consumo dos produtos e serviços produzidos pelo mercado. As flutuações monetárias contribuiram para instabilidades económicas no passado, pelo que as reservas financeiras de uma nação não podem expandir-se ao nível da sua procura.

Inversamente, o fornecimento de moeda é controlado pelas autoridades monetárias que têm os seus olhos fixos em determinados objectivos económicos como o controlo da inflacção, garantir o pleno emprego, a protecção da moeda nos mercados cambiais, etc.

O equilibrio entre estes, por vezes, objectivos conflituantes leva a políticas monetárias restritivas, nas economias mais avançadas. Tais políticas restringem o consumo, limitando a produção e criando capacidade ociosa.

As trocas comerciais, e o seu equivalente moderno, a criação de creditos de permuta, para financiar uma maior procura por bens e serviços, ajuda a aliviar a rigidez monetária, rentabilizando a capacidade ociosa e acelera o fluxo de bens e serviços para utilizações mais produtivas.

Assim, o comércio recíproco acrescenta uma importante medida de flexibilidade para o sistema comercial e de pagamentos bem como nos mecanismos de ajuste de mercado das economias nacional e internacional, num período histórico em que a organização económica global passa por uma reestruturação dramática.