O desemprego é, quanto a nós, a causa de base dos grandes problemas sociais de hoje, como a fome, o terrorismo, a guerra, o crime, as doenças.
Uma redução relevante do desemprego terá certamente como resultado a resolução de muitos problemas sociais pois as pessoas empregadas tomam conta de si próprias, têm mais respeito pela sociedade, resultando numa melhor educação cívica; contribuem para o “sistema” ao invés de se alienarem dele.
A grande questão é: como começar a resolver o problema trágico do desemprego.
Cremos que, a criação de um sistema de capitais paralelo, com o objectivo de capitalizar as empresas, a nível mundial, faz parte da resposta.
Um dos objectivos principais, senão o principal, dos negócios, na sociedade, é providenciar emprego para as pessoas. Para o conseguir, os negócios precisam de capital. Muito capital. Nesta altura de crise a economia mundial não tem “dinheiro” suficiente para capitalizar as empresas.
Não existe moeda suficiente disponível na economia mundial que permita as empresas expandirem-se e criar os tão cruciais postos de trabalho.
O que podemos fazer?
Nos últimos 40 anos, as empresas actuantes no comércio recíproco, tanto ao nível do retalho, como “corporate”, criaram um sistema que monetiza os excedentes….um activo não reconhecido muitas vezes como tal, históricamente desprezado, e transformou-o numa ferramenta de capitalização dos negócios.
O que são estes excedentes?
Resumidamente, são todos os produtos e serviços disponíveis mas não comercializados. Por exemplo:
- Mesas vazias nos restaurantes
- Quartos de hotel vazios
- Espaços publicitários não vendidos
- Lugares vazios nos aviões
- Horas não facturadas pelos prestadores de serviços
Não existe um negócio, uma empresa, que não tenha excedentes. Estima-se que no mundo estes activos estejam na casa dos triliões de Euros.
A Rede de Comércio Recíproco
A tecnologia hoje torna possivel que uma empresa, como a RedeBarter, que actua na rentabilização destes activos possa gerir de forma muito eficaz todas as transacções realizadas pelos seus membros, providenciando assim o tão necessário capital que financia despesas, e em troca cria postos de trabalho.
Dimensão do sector
A nível mundial, mais de 450.000 empresas recorrem a operações no comércio recíproco. Através da ligação a entidades congéneres, a RedeBarter está ligada a mais de 250.000 empresas. Empresas, de todos os sectores, que já se capitalizam através de operações de permuta de excedentes.
Em 2009 estas empresas reportaram mais de 10 biliões de Euros nas receitas anuais, provenientes de, até então, excedentes não produtivos.
Este acréscimo nas receitas está a ser utilizado para capitalizar os negócios e criar emprego.
A maioria das empresas que participam em redes de comércio recíproco são pequenas e médias empresas, embora, mais de 65% das empresas cotadas na bolsa de NY, também incluam este tipo de operações no quotidiano dos seus negócios.
Este “novo” capital é utilizado para comprar e vender serviços não só a nível local, como a nível global pois as redes de comércio recíproco estão hoje espalhadas por todo o globo.
Excedentes de Recursos Humanos
Os recursos humanos são o excedente mais trágico da economia dos nossos dias. Existem milhões e milhões de pessoas pelo mundo fora “sub-aproveitadas” em empregos miseráveis, ou pura e simplesmente desempregadas.
É verdadeiramente trágico, especialmente nos países sub-desenvolvidos onde as taxas de desemprego intervalam entre os 50 e os 70%.
Mesmo nos países desenvolvidos, o desemprego hoje chega a atingir taxas que variam entre os 10 e os 30%.
A rentabilização dos excedentes, como forma de capitalizar os negócios, e providenciar emprego é quanto a nós um passo absolutamente essencial para ultrapassar a crise, e para evitar o desemprego massivo.
Encarar os excedentes como activos, e o desemprego e o emprego precário como um risco, é, quanto a nós, primordial.
Numa altura de crise, como a que vivemos, “desperdiçar” triliões de Euros em activos não é aceitável.
Como começar?
Rentabilizar os excedentes e transformá-los em postos de trabalho, será um bom primeiro passo. A utilização de plataformas, de redes de comércio recíproco, como a RedeBarter, permite “aceder” a estes activos, em tempo-real.
A contínua expansão da monetização dos excedentes de todo o tipo (produtos, serviços, mão-de-obra etc) e a consequente expansão dos negócios, “revitalizados” por este novo capital, irá reduzir o desemprego substancialmente, elevando as condições de vida das pessoas.
Implementar um programa de comércio recíproco nas empresas não irá resolver todos os problemas do mundo, mas certamente permitirá uma redução substancial do desemprego, o que, quanto a nós, é razão mais do que suficiente para continuarmos a trabalhar, e deixarmos o repto a todas as empresas para participarem nesta revolução.



